
A seguradora lê risco por dado. A corretora ainda lê intenção por achismo. Quem não instrumenta a qualificação precifica tempo comercial no escuro.

Dado da ANS: contrato com menos de 30 vidas reajustou 14,24% em 2025, contra 9,62% dos grandes. O cliente pequeno é o mais penalizado e o mais fácil de perder.

Plano de saúde é um dos itens que o brasileiro mais quer e menos entende. O gargalo da venda não é desejo — é tradução. E tradução em escala é operação, não folheto.

O M&A de corretoras acelera e a pergunta deixa de ser 'quanto vendemos'. Quem depende de um indivíduo não tem sucessão nem valuation — tem risco na transferência.

IA é multiplicador, não conserto: sobre operação instrumentada multiplica eficiência; sobre planilha, a bagunça. Governança e dados vêm antes da ferramenta.

Quase metade das operadoras de pequeno e médio porte teve resultado operacional negativo em 2025. A pressão na operadora vira pressão na corretora.

Vida e previdência crescem dois dígitos no Brasil e seguem subaproveitados. Por que o corretor que já tem a relação com o cliente é quem mais tem a ganhar.

O mercado corre para certificar o corretor de saúde. Repertório resolve o que dizer ao cliente — não como a corretora opera. São problemas diferentes.

O plano diretor da Fenacor aponta três forças — IA, novo comprador e novos concorrentes — que já separam quem opera por sistema de quem ainda opera por planilha.

A Lei 15.040/2024, em vigor desde dezembro de 2025, é o primeiro marco do contrato de seguro no Brasil. Torna o dever de informação obrigação com consequência.

Seguradoras massificam a distribuição. Para a corretora, a lição é inversa: escalar exige mais disciplina, não menos — cada canal com tese e unit economics próprios.

Saúde foi a linha que mais cresceu na corretagem da década. O dado é animador e enganoso: crescer carteira sem instrumentar a operação não vira margem.

Planilha e CRM genérico não escalam. O que separa um sistema que só organiza informação do que opera a corretora: pipeline auditável, score e retenção como sistema.

Consolidação de operadoras, mídia comoditizada e IA redesenham a corretora de benefícios. Quem instrumenta a operação captura escala; quem resiste vira commodity.

Corretoras gastam em Meta e Google sem hipótese explícita. CAC sobe, atribuição falha, executivo culpa o canal. O problema é metodológico.

Corretoras de elite não vendem mais — operam. O que separa quem escala de quem depende de heroísmo individual.